Iniciativa catarinense promove a cultura de prevenção de desastres nas escolas e já alcançou cerca de 300 mil estudantes em 290 municípios catarinense
A experiência de Santa Catarina na formação de uma cultura de prevenção de desastres por meio da educação foi apresentada pela Defesa Civil de Santa Catarina durante o II Encontro Nacional das Defesas Civis Municipais, realizado em Brasília. A gerente de Educação e Pesquisa da instituição e coordenadora do Programa Defesa Civil na Escola (PDCE), Regina Panceri, participou da programação nesta semana, compartilhando os resultados e as estratégias desenvolvidas no Estado para preparar crianças e adolescentes para reconhecer riscos e adotar medidas de autoproteção. O encontro reuniu cerca de 800 gestores e profissionais da área de Defesa Civil na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM), com discussões sobre educação para a redução de riscos de desastres, preparação das comunidades e fortalecimento das estruturas municipais de proteção e defesa civil. A participação de Santa Catarina destacou o papel da educação como ferramenta permanente de prevenção. Desenvolvido pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina (SDC/SC) em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SED) e outras instituições, o Programa Defesa Civil na Escola foi instituído pelo Decreto n.º 1.382/2021 e promove a inclusão da temática de proteção e defesa civil no ambiente escolar, tanto na rede pública quanto na privada. Desde sua implementação, o programa já alcançou cerca de 300 mil estudantes em 290 municípios catarinenses. A iniciativa contempla alunos, especialmente dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental, por meio da capacitação de professores, da utilização de materiais pedagógicos e da realização de atividades que abordam gestão de riscos, prevenção de desastres, cidadania e segurança. Um dos principais diferenciais do PDCE é a formação de estudantes como multiplicadores do conhecimento. Ao compreender os riscos existentes em seus territórios e aprender como agir diante de situações de emergência, eles podem compartilhar as orientações com familiares e comunidades, ampliando o alcance das ações de prevenção para além dos muros da escola.