Mobilização neste sábado amplia as oportunidades de imunização e destaca a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada
O Dia D da Saúde da Mulher, que será realizado pela Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, acontece neste sábado (17), até 17h, terá, além das ações voltadas à saúde feminina, uma mobilização para atualizar a caderneta de vacinação. A iniciativa dará atenção especial à imunização contra o sarampo e o HPV. Amanhã, a população poderá se vacinar nos Centros de Saúde participantes - com exceção dos CSs da Vila Aparecida e de Coqueiros - e no Espaço Imuniza, na Policlínica da Mulher e da Criança. A mobilização busca ampliar o acesso à imunização e incentivar a população a conferir a caderneta de vacinação e verificar, junto aos profissionais de saúde, a necessidade de atualizar o esquema vacinal. “Não queremos gerar alarme, mas estamos atentos ao aumento dos casos de sarampo em diferentes partes do mundo e em outros estados brasileiros. É uma doença altamente contagiosa, que pode causar complicações graves e até levar à morte. Com a proximidade do verão e o aumento da circulação de pessoas em Florianópolis durante a alta temporada, é importante que quem está com a vacinação em atraso procure uma unidade de saúde para verificar e atualizar sua situação vacinal”, alerta o secretário municipal de Saúde, Almir Gentil. O secretário também reforça a importância da vacinação contra o HPV, que contribui para prevenir infecções e reduzir o risco de desenvolvimento de diversos tipos de câncer, como o de colo de útero e de pênis. “A vacina contra o HPV é uma forma de prevenir doenças que podem ter consequências graves no futuro. Por isso, fazemos um apelo aos pais e responsáveis: levem seus filhos para vacinar. A imunização é gratuita e uma das medidas mais importantes para proteger a saúde de meninos e meninas”, destaca. A vacinação contra o sarampo é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos, conforme o histórico vacinal. O esquema varia de acordo com a idade: crianças devem receber a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, com a vacina tetraviral. Pessoas de 5 a 29 anos que não tenham o esquema completo devem receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Já pessoas de 30 a 59 anos sem comprovação de vacinação devem receber uma dose. E pessoas com mais de 60+ precisam de recomendação médica para receber o imunizante. Vacinação contra o HPV: destinada a meninas e meninos de 9 a 14 anos (até 14 anos, 11 meses e 29 dias), em dose única. A estratégia de resgate contempla adolescentes e jovens de 15 a 19 anos (até 19 anos, 11 meses e 29 dias) não vacinados ou sem registro vacinal, com aplicação de dose única da vacina HPV4, conforme as orientações do Ministério da Saúde e da organização estadual. A estratégia está prorrogada até 31 de dezembro de 2026. Mobilização na Universidade Federal de Santa Catarina Além iniciava do município, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promoverá uma ação de vacinação na terça-feira (20), das 9h às 15h30, no hall da Reitoria I, no campus Trindade. Serão oferecidas doses da vacina tríplice viral (VTV), que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e da vacina Influenza, que protege contra as principais cepas do vírus da gripe. A orientação é que a população leve um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação para conferência das doses. Casos de sarampo aumentam pelo mundo O avanço do sarampo nas Américas levou o Ministério da Saúde a alertar, em 6 de outubro de 2026, para o risco de reintrodução da doença no Brasil. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados na região neste ano. Nos Estados Unidos, foram registrados 4.080 casos até 8 de outubro, superando os 2.289 contabilizados durante todo o ano de 2025. No Brasil, até 5 de outubro, foram confirmados 52 casos importados, sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Até o momento, não há evidências de restabelecimento da transmissão endêmica no país. A cobertura nacional da primeira dose da vacina tríplice viral atingiu 93,1% em 2025, abaixo da meta de 95% recomendada para reduzir o risco de circulação do vírus. Altamente contagioso, o sarampo é transmitido pelo ar e pode provocar complicações graves, inclusive levar à morte. A vacinação é a principal forma de prevenção, com eficácia de aproximadamente 93% após a primeira dose e 97% após a segunda. Diante do cenário epidemiológico, o Ministério da Saúde reforça a importância de manter a caderneta atualizada, ampliar a cobertura vacinal e identificar rapidamente possíveis casos para evitar a transmissão sustentada da doença no Brasil.