Florianópolis: Escola da Capital promove “Novembro Negro em Movimento”
Até o final do mês uma série de atividades estarão sendo promovidas na EBM Virgílio dos Reis Várzea com foco na educação das relações étnico-raciais
Por EM PAUTA SC
Publicado em 08/11/2026 09:28
Florianópolis

Até o final do mês uma série de atividades estarão sendo promovidas na EBM Virgílio dos Reis Várzea com foco na educação das relações étnico-raciais

Na Escola Básica Municipal de Florianópolis Virgílio dos Reis Várzea, em Cansvieiras, está sendo realizado o “Novembro Negro em Movimento”. O projeto é resultado do  trabalho pedagógico interdisciplinar desenvolvido ao longo de 2026, com foco na Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER), na valorização da história e da cultura afro-brasileira e no enfrentamento ao racismo e às diferentes formas de discriminação.

A programação especial envolve diferentes turmas, professores e espaços educativos. Entre as atividades estão produções audiovisuais, palestras, contação de histórias, oficinas de tranças afro e identidade negra, experiências com ritmos e danças de matrizes africanas, jogos culturais, exposições e apresentações artísticas.

Um dos destaques é o vídeo produzido com os estudantes e profissionais da escola, reunindo vozes, histórias e reflexões sobre identidade, ancestralidade, resistência e consciência negra.

A programação terá um momento especial no dia 19 de novembro, com o Festival Novembro Negro em Movimento, reunindo apresentações, atividades culturais, oficinas e produções estudantis, celebrando o conhecimento construído coletivamente ao longo do ano. Outras ações e exposições continuarão até o final do mês.

A iniciativa é desenvolvida coletivamente, com a participação de Roberta Pontes, professora auxiliar de ensino; Jéssica Devita, professora de Tecnologia; Patrícia Valim, professora de Música; e Rosângela Texeira, articuladora de projetos.

Para as profissionais envolvidas, mais do que uma programação comemorativa, o Novembro Negro em Movimento representa um compromisso pedagógico com a transformação social. Elas frisam que  projeto demonstra que a educação antirracista se constrói por meio do conhecimento, da escuta, da reflexão, da valorização das identidades e de ações concretas no cotidiano escolar.

As professoras acrescentas que a consciência negra não começa nem termina em novembro. “Ela  se constrói todos os dias, em cada aprendizagem, em cada atitude de respeito e em cada voz que encontra espaço para ser ouvida”, afirmam.

9 A 13 DE NOVEMBRO

-Ateliê dos Cabelos e das Identidades

-Oficina de Ritmos e Danças — Dança Congelante

-Torta na Cara — História e Consciência Negra 

-Kahoot Cultural — Consciência Negra

19 DE NOVEMBRO-GRANDE FESTIVAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA

-Desfile — Identidade e Ancestralidade- Apresentação de trajes, tecidos, estampas e pinturas artísticas inspiradas em culturas afro-brasileiras. 

 

-Oficina de Pintura e Grafite- Grafite, pinturas em papel, painéis e pintura artística corporal voluntária, utilizando materiais adequados. 

-Oficina de Tranças- Demonstração de penteados e técnicas de trançado, com abordagem da estética e da identidade negra. 

-Vozes da Resistência — Cartas ao Passado -Exposição de cartas produzidas pela turma 92 para personalidades negras históricas. 

-Personalidades Negras - Exposição das turmas 51 e 52 com biografias, obras e contribuições de personalidades negras. 

-Apresentação e Oficina de Dança- Apresentações de estudantes ou grupos convidados e vivência prática de ritmos e movimentos. 

-Sons da Ancestralidade — Rádio- Música durante o evento, com contextualização de artistas e manifestações culturais. 

-Sabores da Ancestralidade- Mostra gastronômica com apresentação das histórias e influências culturais dos alimentos.

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