Florianópolis reduz eutanásias de cães contra Leishmaniose Visceral Canina
Por Em Pauta SC
Publicado em 26/08/2026 08:20
Saúde

Florianópolis reduz eutanásias de cães contra Leishmaniose Visceral Canina

Iniciativa é pioneira e garante medicamentos e acompanhamento vitalício para famílias de baixa renda e animais adotados na Dibea. Feira de adoção deste sábado vai incentivar a adoção de cães portadores da condição A capital catarinense oferece tratamento gratuito contra Leishmaniose Visceral Canina para cães de munícipes com renda de até três salários mínimos cadastrados no CadÚnico, além de assegurar o custeio integral da medicação para todos os animais do canil municipal. Em referência ao Agosto Verde, mês dedicado à conscientização e combate contra a doença, o Hospital Veterinário Municipal, da Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea) da Prefeitura de Florianópolis realiza feira de adoção neste sábado (29/08) para promover a adoção de cães que portam a doença. A Leishmaniose Visceral Canina é uma doença infecciosa provocada por protozoários e transmitida exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito-palha (flebotomíneo). Ela pode causar sinais como feridas, úlceras, aumento das unhas, febre prolongada, emagrecimento, anemia e inchaço do fígado e do baço. Embora não tenha cura, a condição não é contagiosa por contato direto como carinho, toque ou convivência, e pode ser controlada com uso de medicação adequada e coleiras repelentes, garantindo ao cão uma vida normal, ativa e saudável. A Legislação Federal (Lei nº 14.228/2021) autoriza a eutanásia dos cães positivos. Florianópolis oferece uma alternativa às famílias que não podem pagar por um tratamento. A Legislação municipal garante atendimento para cães de famílias de baixa renda por meio do Hospital Veterinário Municipal, de acordo com a Lei Municipal nº 10.837/2022. “Quem adota um cão com Leishmaniose leva para casa um animal que pode ter uma vida normal e com certeza será um grande companheiro”, explica Amábilli Rosar, médica veterinária do Hospital Veterinário Municipal e pesquisadora de Leishmaniose Visceral Canina. “O uso da coleira repelente é essencial para os animais portadores da doença. A coleira previne a transmissão, enquanto o tratamento adequado promove o bem-estar dos animais”.

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