Florianópolis ganha Trilha de Longo Curso com 95 km de extensão que atravessa a Capital catarinense de Norte a Sul
Caminho da Ilha de Santa Catarina (CAISCA) integra trilhas, caminhos históricos e praias em um único trajeto por dez unidades de conservação
Por EM PAUTA SC
Publicado em 25/10/2026 10:55
Florianópolis

Caminho da Ilha de Santa Catarina (CAISCA) integra trilhas, caminhos históricos e praias em um único trajeto por dez unidades de conservação

A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram), instituiu nesta terça-feira (20) o Caminho da Ilha de Santa Catarina (CAISCA), a primeira trilha de longo curso do município. O Decreto nº 29.806 formaliza um percurso de 95,2 quilômetros que começa na Caieira da Barra do Sul e termina na Praia de Canasvieiras, também possível no sentido inverso, e reúne em um único traçado trilhas e caminhos que já existem na Ilha.

No CAISCA, o caminhante passa de faixas de areia ao nível do mar a morros de até 232 metros de altitude, em um trajeto que cruza dez unidades de conservação: o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, a Área de Proteção Ambiental do Entorno Costeiro, o Monumento Natural Municipal da Lagoa do Peri, o Parque Natural Municipal da Lagoinha do Leste, o Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição, o Monumento Natural Municipal da Galheta, o Parque Estadual do Rio Vermelho, a Reserva do Particular do Patrimônio Natural Morro das Aranhas, o Parque Natural Municipal Lagoa do Jacaré das Dunas do Santinho e o Refúgio de Vida Silvestre Municipal Meiembipe. Integram o percurso trechos conhecidos da população, como o Caminho dos Naufragados, a trilha da Boa Vista, a Trilha do Morro do Rapa, dentre outros.

Cerca de 41% da área terrestre do município está protegida por unidades de conservação. Ao conectar essas áreas por um mesmo traçado, o CAISCA reforça a proteção de ambientes da mata atlântica como florestas, restingas e manguezais, além de ampliar as oportunidades de observação de fauna. A Ilha registra cerca de 400 espécies de aves e, entre julho e novembro, a baleia-franca-austral pode ser avistada em pontos do litoral ao longo do trajeto. O percurso também passa por áreas de valor histórico e arqueológico, em uma Ilha com presença humana documentada há pelo menos 5 mil anos, em sambaquis, inscrições rupestres e oficinas líticas.

A trilha também aposta no desenvolvimento das comunidades do entorno. Como a travessia completa exige pernoite, por se tratar de uma Trilha de Longo Curso, localidades tradicionais como Caieira da Barra do Sul, Pântano do Sul, Armação, Campeche, Barra da Lagoa e Ingleses podem oferecer hospedagem, alimentação e condução aos caminhantes, em consonância com a Política Municipal de Turismo de Base Comunitária, instituída pela Lei nº 11.457/2025.

Ao longo do trajeto, ficam proibidos a danificação de placas e equipamentos de sinalização, a coleta ou captura de espécies nativas da fauna e da flora, a alimentação de animais silvestres, o descarte inadequado de resíduos, a instalação de estruturas e a alteração do traçado das trilhas e caminhos sem autorização, bem como o acesso a áreas restritas. Devem ser A Prefeitura de Florianópolis convida moradores e visitantes a percorrerem e desfrutarem do CAISCA, vivenciando as belezas naturais, a riqueza cultural e a história da Ilha de Santa Catarina a cada passo.

Mais do que uma Trilha de Longo Curso, o CAISCA é um convite à conexão com a natureza, à valorização da cultura local e à contemplação das paisagens que tornam Florianópolis um lugar único.

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